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08/07 

Reservamos um chalé no Mont Mégantic para observar as Plêiades, que acontecem na segunda semana de agosto.

Saímos na sexta-feira à tarde, o trânsito estava de lascar, levamos mais de três horas para chegar no parque nacional do monte Mégantic.

Colocamos nosso carro para carregar num dos postos de eletricidade do lugar e fomos andar pela região, conhecemos nosso primeiro sentier de caminhada.

Depois de pouco mais de um quilômetro nós voltamos para o carro e fomos para o chalé.

Pegamos colações e bebidas e fomos descansar no nosso quintal, conversamos sobre o que vamos fazer nos próximos dias.

Tomamos nossos banhos, a Rose preparou uma "refeição alpina", daquelas que só precisa adicionar água quente. Jantamos em seguida, bem gostoso. 

 

08/08

Depois do café da manhã saí para correr, fui pelo sentier Talweg ("caminho do vale" em alemão; não sei porque o nome em alemão...); bem difícil, é um "trail" com raízes expostas e pedras protuberantes por toda a parte. Demorei mais de 37 minutos para fazer cinco quilômetros. Ufa!

Os cinco quilômetros da volta eu fiz pela pista principal, bem mais fácil de correr. Demorei só 30 minutos para essa segunda metade.

Vi um cervo adulto, tirei algumas fotos dele.

Parei no centre de services, descansei um pouco ali antes de continuar o caminho até o chalé.

Quando cheguei lá, não entrei de imediato, fiquei no quintal vendo as fotos que tirara. O celular havia tirado automaticamente um monte de fotos enquanto estava dentro do meu bolso, tive que deletar dezenas de fotos sem sentido.

Entrei, tomei meu banho. Aí peguei o diário e outras coisinhas e fui para o quarto anexo para não acordar a Rose, que ainda estava dormindo.

A Rose acordou lá pelas dez da manhã, tomou seu café da manhã, fomos para uma cidade perto do parque, fomos ao "general store" comprar umas coisinhas. O lugar é pouco mais que um dépanneur.

 Voltamos para o chalé, almoçamos pão com queijo e salada e saímos para andar. Fizemos o sentier Talweg, o mesmo que eu fizera de manhã. Foi bom revê-lo mais devagar, apreciando mais a paisagem.

 Quando chegamos de volta na área do chalé um dos pontos de recarga estava disponível, colocamos o carro lá para carregar. Andamos o resto do caminho para o chalé.

Passamos o resto da tarde no chalé, jantamos pouco depois das 18h, pouco antes das 20h fomos ao anfiteatro para uma apresentação especial.

Montei nossas cadeiras dobráveis, assistimos uma apresentação sobre o parque. A apresentação foi curta, só meia hora, pois iria começar a chover.

 Voltamos de carro para o chalé.

 

08/09

Depois do café da manhã saí para correr às 6h20, mas depois de ter corrido só três quilômetros eu estava ensopado, pois estava de manga comprida. Fiquei chateado com isso, parei de correr, fui andando o resto do caminho.

Terminei fazendo o sentier des cimes. Muita pedra no caminho. Mas a vista lá em cima é um espetáculo.

De volta no chalé a Rose acabara de acordar, foi tomar seu banho. Eu esperei escrevendo o diário. 

Tomei meu banho e saímos para andar. Fizemos o sentier des cimes, o mesmo que eu fizera de manhã.

Foi uma longa caminhada, paramos em diversos pontos para tomar água, comer, tomar água, tirar fotos.

De volta no chalé jantamos e fomos de carro até o Astrolab, assistimos a duas apresentações lá. Lembravam as apresentações do Planetário.

Houve uma atividade na parte de fora, mas estava tudo muito escuro para o meu gosto, preferi ficar sentado num canto do que ficar rodando pelo lugar. A Rose aproveitou mais disso.

 Quando terminamos, pegamos o carro e voltamos bem devagar para o chalé. Era noite fechada e não havia quase nenhuma iluminação no caminho.

 

08/10

Lá pelas 6h45 acabou a energia elétrica no chalé.

 Hoje minha corrida foi mais fácil, fiz a maior parte do caminho na rua principal. Fui até as cataratas e entrei pelo caminho que liga os dois setores do parque. Mas só fui uns 700 m dos 5.5 km, só queria ver como era.

 De volta no chalé, tomei banho. Quando saí do banho havia uma grande caixa azul na frente da porta do chalé. Era um fogãozinho de camping e uma geladeirinha, mais um garrafão de quatro litros de água. Tudo isso por causa da falta de energia elétrica da manhã.

A energia voltou às 10h20.

A Rose vomitou. Mudamos nossos planos, decidimos descansar no chalé.

Almocei pão com queijo, tomei cerveja.

A Rose disse que estava melhor, queria sair para andar. Fomos de carro até o centre de services, deixamos o carro carregando e fomos andar pelo sentier des escarpements.

Voltamos para o quarto, tomei banho, a Rose preparou o jantar.

Fomos dormir cedo, estávamos bem cansados.

 

08/11

Hoje foi um grande dia de corrida, atravessei de um setor a outro do parque, passei pelo sentier chamado Traversée. É um caminho super estreito no meio da floresta e não tem vivalma por quilômetros e quilômetros. Fiquei a maior parte do tempo sozinho nessa trilha de mais de cinco quilômetros, só vi outros humanos quando já estava quase terminando.

Parei em vários pontos do caminho para tirar fotos, era muito bonito.

Começou a garoar lá pelo terceiro quilômetro. Delícia... :-(

O último quilômetro é o mais difícil, uma subida íngreme cheia de pedrinhas e pedronas.

Depois dessa subida toda cheguei no refugio Col-des-Trois-Sommets, descansei um pouco por ali, conversei com uma das pessoas que estavam ali, perguntei se tinha água, não tinham, mas ela me ofereceu uma pastilha para limpar a água do rio. Recusei.

Fiz a descida pelo caminho Grande Ourse, cheia de pedrinhas, também, mais perigoso ainda pois era descida.

Tirei diversas fotos na parte final da caminhada, era muito bonito.

Cheguei no Pavillion des Randonneurs às 10h30, mandei uma mensagem para a Rose, fiquei ali esperando por ela.

Ela chegou pouco antes do meio-dia, peguei minha mochila e fui me trocar no banheiro.

Quando a encontrei de novo ela estava no centre de services, conversava com uma funcionárias, havia conseguido um bilhete para mim, para eu acompanhá-la no show da noite. Yay!

Ainda tínhamos mais de uma hora e meia para o show da tarde, fomos fazer uma pequena caminhada por uma trilha que, diziam, era fácil. Não era tão fácil assim. Lá no meio do caminho a Rose disse que já havia caminhado tudo o que queria caminhar por um bom tempo, iria querer descansar nos dias seguintes.

 


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